Graduada em te amar
- Ingrid Camargo
- 16 de set. de 2016
- 1 min de leitura
Eu queria ser a mulher dona das palavras mais lindas do mundo e inventora daquelas que ainda são imensuráveis, provenientes dos sentimentos mais profundos e súbitos que amassam até o último centímetro do meu corpo e da minha alma, para coloca-las em uma caixinha e te dar o melhor de mim. Eu queria ser capaz de contar todas as partes do meu corpo que arrepiam quando você olha no fundo dos meus olhos, e capaz de controlar o incêndio dentro de mim quando nossas bocas se encontram com tanta saudade, tanta ferocidade e tanto desejo. Eu busco seu cheiro em cada detalhe, procuro seu corpo em cada sombra, sou dependente do teu riso de canto, da sua voz enloquente. Durante a noite eu sou desnutrida sem sua respiração no meu ouvido, do teu calor no meu corpo, dos seus braços em volta de mim... Eu queria poder ser a dona das coisas mais lindas e ricas do mundo para te presentear todos os dias. Em vez disso eu tenho o meu amor, que é forte, grande, intenso e inesgotável. Não te prometo os clichês que todo mundo promete no futuro, mas te prometo todos os dias uma poesia diferente para te amar da mesma maneira peculiar e louca, prazerosamente, todos os dias, como se fossem únicos. É inegável. É amável. É você.
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